Primeiro texto
Memoráveis
Enquanto procuro linhas no papel, procuro renovar o contacto, para contar
que luz entra pela janela.
Mas o sol não me percebe.
A luz que procuro não está aí; está algures, mas não aí.
É curioso: Agora, o escrever, é vazio.
Não, é incapaz.
Mas vejo vazio.
Mas há o que gosto
E apaixono-me em livre condição
E acho que estou bem.
Mas o papel pede-me, eu procuro pois desejo,
mas a mente vai-me vazia.
Oca, nem ar, nada.
Só descrição me sobra. Só esta condição consigo.
Estou tão perto, acho (acho eu) o caminho,
O caminho que quero, mesmo entre indecisões.
Mas é o caminho conduzido ao melhor.
Já lá 'tou. Mas algo falta, algo está errado.
Porque parei?
Porque continuo aqui?
Vai dormir!
Não gostas, mas tu mesmo o fazes!
Preguiça.
Preguiça?
Se calhar, música calhava-me bem como saudável.
Pois, já percebi: Tenho vontade de escrever, mas não sei o que escrever ou
os "comos" para cada coisa que quero comunicar.
Parte 1 - 1
Contar que nada vale...
Sei lá, só sei que no mínimo é algo, esse é o seu valor, então vale.
Tempo vale?
Tempo não é algo, tempo não existe, só o físico.
Não é como estivéssemos o direcional x, y e z (o físico) e um completo
outro espectro a mais como o tempo. Não, a matéria é sempre, e nesse "ser"
está o tempo presente. O momento, o tempo presente, dá nome a um estado
físico; ou seja, como está o físico no momento.
As nossas vidas são as que são. Independentemente do valor do tempo ou
de um estado "no" tempo (que sempre minimamente valerá a si próprio) não
é do nosso interesse.
Para mim posso ser o corpúsculo de corpúsculos se houver algo que o finito
eu procure.
Mm... as coisas valem como são e valem como as vemos (óbvio!).
Parte 1 - 2
Já tenho saudades dos meus anos anteriores... embora houvesse muita
merda naquela cabeça.
Tínhamos 13 ou 14 anos, parvos.
Eramos uma vergonha (pelo menos vejo o eu d'antes dessa maneira)
Eu era mais, em contraste ao resto.
Agora que penso, muitos já eram menos infantis, tinham um ligeiro (só
ligeiro) sentido de responsabilidade e muito mais juízo.
Eu passava como aceitável porque eu era... eu; eles aceitavam-me assim.
E fui assim, por anos, conservado, até ter notado que o mundo que me
rodeia não parou de mudar.
Eles já eram "crescidinhos" nos nossos últimos anos e eu era o mesmo
estúpido pateta que era desde sempre. O novo ano de escola foi-me então
um enorme choque.
Olhem para mim, se não estou preparado para isto, lamentando o meu
comportamento como soubesse qual é o como deve ser, como estarei
quando expulsarem-me de casa?
Acho que a minha crise foi o resultado de abandono, da minha exposição ao
gore e resultado do meu estudo básico das coisas (falo os estudos
filosóficos arcaicos, anteriores a Sócrates, acho eu).
Dai fui numa espiral, indo a fundo ao peso da minha própria mente.
E via nada
E se via, não percebia
Isso foi pós-janeiro.
Embora os meus versos dessa altura refletiam pouco com o meu estado.
Meio ano teve que passar para esquecer o que se passava comigo. Aliás,
esqueci tanto que algumas das minhas memórias só têm lugar porque o
papel as evidencia. E muitas outras já lá se foram – acho que estou certo
disso.
O vício "curou-me" parcialmente dos meus distúrbios, esquecendo-os.
"Para mim, que solução há?" Menciona uma "cura": a ignorância.
Mas o que atingi não foi tanto a ignorância. Acaba por ser engraçado,
acabou por ser mais preguiça! Perdi a estúpida curiosidade por coisas que
me levam por caminhos não tão prazerosos.
Pra quê ser tão certinho, correto e perfeito. Isso irrita-me. Foda-se!
Agora mesmo perdi a vontade de escrever e filosofar sobre merdas.
Também sou capaz de esquecer muito devido à minha especial capacidade
de possuir...bem... uma menor capacidade de raciocínio e de memória, as
duas infringidas por uma pitada de falta de sono voluntária.
11/07/2025 0:38
Parte 1 - 3
"Discursos – Simulação" toma inspiração naqueles momentos raros (e até
demasiado curtos) onde não queremos sair daquele lugar.
Eu bem recordo da paz que sentia quando pude, por um mero curto
momento, suspirar; de costas para o relvado que me revolvia e de olhos
mirados para o limpo céu azul.
Lembro-me como os meus dilemas e desconfortos ansiosos não me
pesavam na mente.
Eu podia estar com ela e deixar o mundo passar.
("Ela" pode ser muito outra coisa)
Aquele foi um bom momento. Ele valeu.
"Bem vindo..." é meio que isto.
Já "Rei Parente" baseia-se na criação de um mundo onde tu és o que
procura o poder de tomar aquele momento uma criada realidade.
Claro que eu, com o peso de culpa, não me confortei em criar um mundo
onde os meus criados servos sejam só... servos. Que eles tenham, como eu,
um sentido paraíso semelhante.
A introdução é a expulsão do não desejado. O quer que seja, faz com que as
pessoas chorem de alegria:
"Bem vindo..." é a consequência disso é claro.
"Rei Parente" é o sistema por ti criado onde tu estás em cargo.
"Perfeição" é o sistema onde tu tens nenhum controlo. Tu seres o
controlador e espectador torna-se o problema. Neste sistema, crias um
controlador à tua vontade e tu tornas-te somente um espectador, sem a
preocupação que alguém na liderança, consciente a simulação, pode ter.
Ainda mais que viver numa simulação e ser consciente que o próprio simula
pode não ser o maior desejo de muitos (na minha opinião).
"Cá." é complicado...
Um problema que agora possuo é a minha falta de capacidade em escrever,
só não sei como.
Eu tinha medo que isto fosse capaz de acontecer. Havia um pequeno poema
que escrevi em "Discursos – somos carne!" onde falava que estava a
sobreproduzir.
Agora não produzo de todo já há muito. Mas sinto que essa não é a única
razão para sentir-me incapaz.
E só foi preciso o quê, mais doze poemas para tornar um dos meus pavores
uma realidade?
Acho que consigo escrever isto com maior facilidade porque este formato
de texto segue a ordem de fluidez que corre a minha mente. Sem
complicações que atam-se e embaralham-se no meu enjaulado pensamento;
isto é mais... "só contar".
blablablablabalblablablablablablablabla
22/07/2025 23:05
Parte 1 - 4 - Igual
Julgava-me de pé,
Com os pés assentados num firme chão.
Percebia que havia pouca razão
mas na confusão sabia no que tinha fé:
No que gostava.
Mas abri algo sem ser capaz de a fechar.
Notei que o palco não suporta o meu peso.
Após um balde cheio de água fria,
solto-me e noto-me igual: Preso.
E embora ser um novo "eu" bem queria,
há a questão: Mudei? – Não, nem sai do lugar.
Só estive muito quieto para sequer o perceber.
17/09/2025 18:51
Parte 1 - 5
É agoniante viver como vivo.
É agoniante viver doutra forma.
A minha forma falta.
Falta-me e parece-me que sempre faltará.
Desde boca aberta, acolhido no ninho, até crescido, já a voar.
Falta-me.
Eu sei a existência de algo que não sei. Sei isso porque algo falta-me e não
sei o quê.
Eu sei que não sou o único. Só não o conheço noutros (mais uma coisa que
não sei, que sei).
Se calhar faz parte, parte de viver imperfeitamente, digo eu, porque perfeita
não é a nossa imagem.
Valente de um sacana! Filho de um cabrão!
E sinto que perco mais e mais aos poucos:
Tornei-me incapaz nos versos e na vontade neles, só consigo registar o
documentário que a minha mente dita à mão.
Uma parte de mim sabia que isto haveria de ocorrer de uma maneira ou
outra, já escrevi disso e até preveni-me em escrever um guião e planificação
bem planeados com uma data final (data final de avaliação, para forçar-me
a realizar este projeto. Pelo menos conheço-me nisto. Para variar.).
Eu genuinamente amo escrever. Sinto que ponho as minhas ideias num
papel a limpo. Orientando-me no meu próprio diálogo (o que não
conseguiria fazer sem o papel e lápis).
Ela tem olhos, eu sei disso, eu não quero saber.
Volto ao assunto. Mais algo que falta: foco, livre e espontâneo pensamento
sem a dependência da escrita.
O que é que os outros fazem? Serão os meus dilemas importantes para eles
se fosse, é claro, neles calçados?
Se calhar não é sério suficiente. Mas quando deve-se ser sério sequer?
Porque há prioridades na vida que nos torna sérios?
Só imagino o desfruto da vida ou a nossa livre vontade nela como
prioridades nela. Então será assunto sério tudo que se trata do risco da
exterminação das procuras da vida?
Pergunto porque eu acho que penso assim.
Porque, se calhar, o meu dilema é sério porque coloca em risco a minha
busca ou porque, se calhar, o meu dilema não é sério porque não coloca em
risco a busca dos outros, ao contrário dos que genuinamente colocam em
risco a busca dos outros.
Talvez, mas ao fim ao cabo, não sei.
É-me tudo confuso. É tanta coisa que não consigo ler (porque não dou-me
ao trabalho de os sequer escrever) e a vontade é tão mínima que a deixo
pesar: até ela dissipar-se das minhas memórias.
Não vale a pena lutar-lhas cada vez que aparecem. Vão sempre aparecer,
pesar-me e dissipar-se da minha memória. E quando for, só o que anoto
sobre esses dilemas é o que terá valor físico e, talvez, perdurará além como
sobra e prova da minha vida.
Mas eu não quero saber, honestamente.
29/09/2025
Parte 1 - 6 - I fell in love again
As i felt a dream made by me,
I re-descovered something i thought long lost.
As i found it still lingering in my mind,
I felt myself doomed into lonelyness.
14/10/2025 9:00 da manhã.
Parte 1 - 7 - Rascunhos
redescobertos:
Titulo: No lugar, ela.
E no lugar:
E sinto as minhas linhas, fronteiras,
o quanto se estendem e onde param
mas tudo isso dissipa quando misturo a minha saliva com o teu suor.
Melhor.
Desejo nem mais senão prazer
sonho nele: o querer.
Fome, a angústia que ela trás
qualquer coisa aqui em mim jaz
pela persistente e valente vontade.
Titulo: Só é.
the beauty I saw:
it isn't.
the uglyness I witnessed:
it isn't.
it just is.
Parte 1 - 8 - Diário digital de
ponderações PRIMA
LECTIONEM
(NOTA 18/02/2025: Aqui torno público um pequeno diário digital meu. Em
princípio, os excertos estão em ordem e corrigidos (em aspetos literais).
Digo pelo eu de hoje: Não estou em acordo com a totalidade desta lógica,
porém, também parece-me custoso resolver estes capítulos; portanto, não o
farei)
(NOTA 18/12/2025: Mais vale passarem este capítulo à frente. Senão,
estarão a gastar o vosso tempo.)
Capitulo I - Ponderação do que é a felicidade
Primeiramente, há de se ter consciência, que esta perspetiva, é baseada na
prioratização do próprio.
Presente tem valor porque o sinto.
O futuro tem valor porque o sentirei.
Seguindo essa lógica, o passado tem valor porque já o senti.
Resposta: Não?
O passado não tem valor porque já não o sinto.
Assim então, acabei de descobrir o meu dilema do que, no meu mundo, é a
felicidade.
Ar. |22:03| 11/04/2024
Capítulo II - Ponderação da minha realidade e a realidade no seu todo.
A realidade não tem valor pois não o sinto, não consigo imaginar nem
experiênciar a realidade no seu todo, somente a mim que sinto.
Então a mim tenho valor, não a realidade no seu todo(ou da que a mim
possa rodear).
Creio que, espero eu, que eu seja real e tenha valor pois eu sinto minha
pessoa.
Ar. |6:17| 12/04/2023
Capítulo III - Ponderação do valor da minha existência.
Seguindo a lógica do início: Então o eu do passado não tem valor. O que
difere o eu do passado com o eu do presente e o eu do futuro?
Resposta: Continua a ser o mesmo eu, porém, o eu do passado sentia, já não
sente. Então, a mesma lógica se aplica na importância da minha própria
existência.
Eu tenho valor, porque sinto.
No passado, eu tinha valor, porque sentia, no futuro tenho valor, porque
sentirei.
Eu tenho, tinha e terei valor. Em todas as circunstâncias há valor, pois sou
eu que estou a sentir no presente, passado e, numa certa altura, no futuro.
Adiciono, o outro não tem valor porque não o sinto, seja do presente ou do
futuro, ainda menos se fosse do passado.
O mesmo se aplica a mim na perspetiva do outro, se este ter em comum
comigo as suas prioridades na vida.
Capítulo IV - "Certezas" - O meu dilema constante que faz-me refletir sobre
opiniões.
Para ter uma "certeza" ou opinião racional, é necessário um ideal ou uma
prioridade (possivelmente motivada por emoções); isto é, se quer-se uma
maior certeza sobre uma conclusão.
Exemplo:
Se aprecia-se os padrões morais, provavelmente não se deve roubar.
Se procura-se ter dinheiro quando este não o tem, provavelmente deve-se
roubar.
Se não se aprecia arriscar, provavelmente não se deve roubar.
Se quer-se roubar, pode-se roubar.
Fim de exemplos
Se não se tem esta ideia/prioridade como base, há de se considerar múltiplas
certezas.
Exemplo:
Segundo os ideais conservadores, deve-se não fazer o aborto MAS segundo
os ideais liberais, tem-se o direito de o fazer.
Se procura-se uma maior taxa de natalidade, o aborto deve ser proibido.
Se procura-se mais com o direito de aborto, não se deve proibir o aborto.
Ar. |18:55| 16/04/2023
Capítulo V - Poder dever e poder poder.
Há à tempos (meio mês, desde a altura que "desisti" dos meus ideais) que
questiono minha pessoa sobre este assunto, o significado de poder e de
dever.
Quando tem-se em consideração o mundo em que a maioria num formato
geral está, poder é a possibilidade de fazer algo e dever é a obrigação de
fazer algo no possível.
O meu problema é o seguinte: Se o dever é uma obrigação, porque não o é?
É se é uma obrigação julgo eu. Se alguém fizesse algo contra o que deveria
fazer, tal não tornaria o dever numa possibilidade de escolha?
Sim, e acho que até aqui, muitos pensam como eu.
Então vamos redefinir o que realmente "dever" provavelmente é, segundo
os padrões populares.
Dever é uma obrigação, que, segundo uma lei ou regra, deve-se fazer. Este
se pode não fazer, porém isso é imoral e errado.
Assim está muito melhor, então vamos refletir o porquê de o dever ser
dever e o que deveria ser (ou é) dever.
Porque é que o dever é a obrigação?
Respostas:
Criou-se o dever devido à necessidade de estabelecer regras na sociedade,
que, ao longos dos anos, foi integrado com os padrões morais.
Dever é dever segundo os padrões morais então o significado de servir um
serviço que é considerado correto está certamente relacionado com dever.
Porém, se formos realistas (deveria dizer naturalistas pois realismo é difícil
de compreender, ainda mais difícil de alcançar).
Se formos naturalistas, o dever não é dever, é uma obrigação que pode ser
sujeita a ser quebrada, e isso tem de ser reconhecido ao utilizar com intento
o "dever".
Último detalhe: O mundo segundo os padrões morais e realismo são coisas
diferentes.
Conclusão: Ao usar-se o termo "dever", Deve-se ter consciência que
"dever" não é uma certa certeza de um ato que se faz mas sim uma possível
certeza de um ato que faz-se, assim considerando o dever uma opção, uma
possibilidade, algo que pode-se fazer segundo a obrigação ou outra certeza.
O "poder" considera a possibilidade de fazer algo sem uma certeza
obrigatória (algo que há no dever), assim considerando várias
possibilidades de escolha.
Ambos consideram multiplas possibilidades de escolha, porém, o dever tem
uma consideração inicial por uma certeza, mas possibilitando a
possibilidade de escolher outras hipóteses/opções.
Ambos os termos estão corretos quando se trata de considerar
possibilidades mas quando se quer mencionar algo que includa uma
possível certeza (que pode ter maior prioridade) aí, seria mais preferível
utilizar o termo "dever".
Ou seja (muitas conclusões, eu sei):
Poder: Possibilidade de fazer algo.
Dever: Obrigação procurada.
Ar. |21:53| 16/04/2023
Capítulo VI - Morais e os seus mundos, humano e os animais.
Como já sabe-se, o indivíduo cria a sua mentalidade baseada nas influências
que este tem. Também já um dizia que o indivíduo isola-se na sua
mentalidade, talvez ilusão, no seu mundo.
Se nós, seres racionais, reconhecemos isso, porque haveríamos de
reconhecer morais? Pensemos bem!
-Seria inumano - diz um.
Não seria inumano, seria imoral. Posso ter emoções enquanto não tenho
morais.
Isso não me torna humano?
Bem, animais tem emoções tal como os humanos.
Procuremos então algo que os humanos têm que os animais não...
Pois, essa característica seria o estabelecimento de uma mentalidade, isso é
algo humano (Algo que torna-nos diferentes que os animais). Os animais
em geral não tem a capacidade de estabelecer regras ou ideais.
Então, pensemos da forma seguinte: Os humanos que rejeitam ideais em
geral, como eu. Eu sou humano pois não sou? Eu penso de uma forma
elevada. Sou racional, consciente (não muito diferente dos animais porém,
mais avançado em certos aspetos).
Eu, alguém que questiona morais, não ando atrás de moças para reproduzir
como um animal faz. Eu não ando a lutar contra outros, motivado pelas
minhas hormonas (embora seja testemunha de casos semelhantes mas não
tão extremos). Eu sou racional, e isso não me faz inumano.
Pensemos então, da forma seguinte:
Em um todo, somos animais.
Ao divergir dos animais temos os humanos (Racionais) e os animais
("Irracionais").
Os humanos são seres racionais que pensam de uma forma elevada que os
levam a ser diferentes que o animal.
O animal é racional em certos aspetos, mas, este é mais controlado pelas
"leis da natureza" (mesmo que haja casos que os animais se comportem
como os humanos. Por exemplo: A reprodução entre animais do mesmo
gênero (Yup, pesquisem, girafas são gays (nota 18/02/2025: O
comportamento sexual não parece ter características especiais no humano.
Homossexualidade é possível tanto no animal, tanto no Homem)). Mesmo
assim, isso não é num pensamento racional como a criação de ideais, esse é
o caso dos humanos mas neste caso os animais são baseados num
pensamento emocional/hormonal).
Os humanos são uma espécie mais avançada que, com a sua elevada mente,
é capaz de pensar em múltiplas coisas. Mas ao ter um elevado raciocínio,
este é capaz de mentalizar-se em certos pensamentos.
Por isso, por causa desse raciocínio especial, quem tem uma mentalidade é
considerado humano.
Nós somos seres humanos, seres racionais.
Agimos de forma imoral ou moral. Seremos sempre humanos pois agimos
segundo um raciocínio(podemos agir de forma irracional ou emocional mas
este será motivado por um pensamento racional, um processo de
pensamento mais complicado que o animal).
Então ser imoral não é inumano, ser psicopata não é inumano, ser
emocional não é inumano e ser moral também é humano pois todos esses
fatores são baseados em pensamentos racionais mais avançados que o
regular animal.
(Nota 18/02/2025: Ou seja, todos aqueles fatores não invalidam o Homem
pois esse continua a humano. A lógica de chamar alguém de "inumano" é
de considerar ele, se for, algo não classificado como humano).
2° PARTE
Retornemos:
Então porque aplicamos morais? Porque não as rejeitamos? Porque
aceitamos morais, justiça, razão e ideais?
-Porque não o aceitar/fazer seria um ato bárbaro.
Explêndido! Então não é inumano mas sim bárbaro, a não ser que inumano
seja bárbaro... mas mesmo assim, este não me parece ser o caso.
Vamos basear no seguinte pensamento comum: Quem é bárbaro é quem se
comporta de forma não civil, não de acordo com as regras.
Bem... Pode-se viver numa sociedade com regras sem acreditar num correto
e errado, num bom e mau (como se aplica nas morais). Então não seria
civil. Então vamos reescrever o que significa ser bárbaro.
Podemos concluir que quem é bárbaro tem de ser racional, senão este não
seria humano. Bárbaro não é moral, mas humano.
Bárbaro=Imoral
Imoral≠Inumano
Moral é Humano
Imoral é Humano
Bárbaro é muitas vezes visto como um indivíduo irracional, que,
supostamente, age sem sentido, mas posso saber que isso se pensa por causa
da generalização feita e por causa da diferença de mentalidade. Um
indígena afro e uma europeu tem mentalidades diferentes, culturas, religiões
e morais diferentes; causando um choque confuso entre duas mentalidades
se estes algumas vez se enfrentarem.
Então, seguindo essa lógica, somos todos bárbaros? Se é assim, segundo os
chineses, somos bárbaros e, segundo nós, eles são bárbaros?
Um bárbaro, então, é alguém que não tem uma mentalidade como o próprio
tem.
Ser bárbaro não é algo negativo, é natural.
Quem é imoral é bárbaro, ok.
Ser imoral é e ser moral é o mesmo.
Morais são o resultado do desenvolvimento das emoções e da cultura que o
próprio cria. Ao longo dos milénios, o humano criava mais costumes e leis
de senso comum pois este sentia mais compaixão pelos outros e tornou
então o que criou e o que sentia em uma mentalidade; foi associado os
costumes tradicionais que o humano criou mais as emoções com morais.
Agora, quem não é o que eles definiram é "bárbaro", ou "selvagem", porque
é:
"Errado" - como dizem os estúpidos que se julgam como civilizados.
3° PARTE
Devemos aceitar morais ou não?
Podemos aceitar, mentalizarnos em uma mentalidade não natural.
Também podemos não aceitar, e mentalizarmos-nos em uma mentalidade
mais natural.
Nenhuma das escolhas leva-te a ter uma mentalidade real.
Mas viver sem morais, como se o faz?
Eu rejeitei morais e ideais mas preciso de um chão para situar-me, então
crio regras.
Há de se criar regras, pois assim tudo é mais simples. Não se o faz porque é
"correto" ou "errado" mas sim porque é mais eficaz.
Não crio morais nem exatamente ideais, crio uma mentalidade. Um mundo
onde agimos segundo regras não entregando prioridade a uma certa
ideologia mas sim a um sentido racional (que, de certa maneira, pode ser
vista como um ideal). Também baseio-me na lógica.
Eu não legalizo o aborto porque valorizo os direitos de nascer e existir mas
sim porque procura-se uma maior taxa de natalidade.
Este tem direitos e deveres não porque acredito em liberalismo mas sim
porque assim é possível estabelecer uma sociedade mais organizada e
provavelmente mais eficiente no seu máximo potencial.
Não é a criação de morais pois esta mentalidade reconhece que este
conceito tenha uma mentalização voluntária do próprio na(e fora da)
realidade.
Não é criação de morais pois quem é contra essas regras não será definido
só como imoral mas também como os moral.
Ar. |16:00| 17/04/2023
Capítulo VII - Empatia, o lógico do real e o mundinho do moral.
Empatia é algo "estúpido"... dentro de um certo contexto.
Porque devemos promover empatia? Por causa das morais?
Porque se não o fizermos é errado?
Mas isso é relativo, no sentido real digo eu, não é?
Se é errado, devo não fazer?
Pode ser errado, mas é real, haverá acontecer como tal acontece.
Então porque não devo não ser?
Porque é útil - Informou-me uma.
É uma boa resposta mas não é exatamente isso que procuro saber, esse
pensamento só se aplica para alguns, a minoria sem a sensação de dever em
realce.
Porque haveríamos TODOS ser empáticos?
-Porque não gostarias que fizessem-te o mesmo.
Sim, não gostaria, mas é porque eu dou prioridade a MIM. Aliás, isso não é
uma razão para ser empático contra os outros. Eu não tenho uma grande
relação emocional com os outros com que sou forçado a coabitar na
sociedade, com a excessão de familiares meus.
Assumo que muitos digam "porque sim".
Ou porque é uma sensação de dever; o que, por mim, é ilógico.
O único argumento que considero como razoável é porque morais e ética
estabelecem um sistema na sociedade, do qual, na maioria dos casos, é
organizada.
Ou seja, além do espectro moral, da caverna de Platão, da ilusão da
realidade moldada por ideais do próprio ou dos próprios; é-se "priorizada"
(ou somente é-se existente) outros setores como o lógico do real. A
influência emocional com leis, regras e o ódio criado pelo "batoteiro" torna
o individuo alguém limitado no seu pensamento, vendo-se a si mesmo num
mundo idealizado que, na realidade, é irreal. Este considera importante o
limitado, empatia neste caso, devido à assimilação moral do próprio. Ou
seja, empatia é um assunto "primordial", se houvesse preferências mais
importantes que outras na realidade(do qual não há, preferências variam).
Ar. |15:10| 07/05/2023
Capítulo VIII - Insensibilidade, emoções e influências que estes fazem.
Sou insensível?
Sou.
Sou emocional?
Sou.
Quem é insensível não é emocional?
Talvez
Porquê?
Sou insensível porque, na sua extensão(da insensibilidade), há quem seja
completamente insensível(suponho que tal seja o completamente ou
parcialmente intocável a emoções do próprio ou o défice de empatia) e há
quem seja somente insensível(não na sua totalidade),
Digamos:
Eu sou insensível.
Pois sou, pois não sou tão vulnerável a certas emoções como alguns.
Mas isso significa que não terei emoções?
Não, não sou afetado por certas situações que pressionam outras pessoas
mas reajo a situações mais pessoais que afetam MINHA PESSOA.
Então sou afetado por emoções e não sou insensível ou sou insensível e não
emocional? ou sou uma conclusão intermediária?
O insensível é um valor que varia de intensidade, tanto como emoções; se
esse é o caso, vale bem assumir que sou o intermediário. Sou emocional(no
seu valor "normal") e insensível(sensível no seu mínimo, insensível mais
que no seu mínimo mas não na sua totalidade).
Capítulo IX - Certezas, incertezas, possibilidades e assunções.
Na retórica, no jeito popular, estou habituado a ouvir comentários que
afetam-me o emocional, devido à mentalidade limitada que eles próprios
julgam não o ter. Todos estão habituados, normalizados e educados que em
debates procura-se vencer, o que, detesto num formato imenso para dizer o
mínimo. Sofismo não procura soluções, conclusões, respostas nem términos
decentes pois aqui digo que decente seria um debate onde emoções são
postos a lado (Mesmo que o tópico seja o mesmo; isto é, emoções),
sinceridade completa é necessária, onde vergonha e críticas são descartadas
e é-se admitido "verdades" como:
"Hoje em dia, tem-se a tendência de anormalizar a morte."
Alguns podem sentir-se ofendidos interpretando este argumento como:
"E achas que deveríamos normalizar a morte, como fosse algo bonito??"
Assunção, é isso que nomeio esse tipo de comentário.
Em que ponto disse que morte era bonito? A que altura disse que
deveríamos normalizar a morte? A que ponto sugeri algo que que nem
disse.
"Há de levar-se a esse pensamento."
Então é só o senhor(a) que o pensou, pois eu não o disse, eu não o
comentei, eu não o mencionei. Eu somente disse que, hoje em dia, tem-se a
tendência de anormalizar a morte, explicando não como uma opinião mas
como algo que para muitos (e em princípio) é "verdade". E há de colocar-se
em principio a certeza num debate. Eu sou sincero, se quero dizer que
deveríamos normalizar e tornar a morte algo bonito, eu o diria. Então se não
o disse, sendo sincero e verdadeiro no debate como sempre, foi porque isso
não fazia parte do meu argumento, algo separado que tinha nada a haver
com o que dizia.
Houve uma altura (e o que digo realmente ocorreu) que numa aula
estávamos a falar sobre empatia, interagindo com uma convidada que
levou-nos a fazer uma reflexão para depois relacionarmos o nosso
pensamento com o tópico principal.
O que foi pedido era o seguinte: Em cada altura seria-nos apresentado uma
emoção, do qual, teriamos que relacionar algo que motivava-nos a ter essa
emoção.
Para quem está curioso, este foi o meu resultado:
"Medo: Ter a morte ou nela pensar
Raiva(praticamente tudo que afeta as minhas emoções): Quando tentam
vencer num debate.
Paixão(e alegria): Conforto
Desconforto: Não saber o que os outros pensam de mim."
Quando comentei "Quando tentam vencer num debate.", ouvi:
"Mas debates não são assim?" - tinha respondido um colega meu Brasileiro.
Aqui digo que debates sofistas irritam-me, vê-se que um rapaz viu isso
como o suposto e a seguir o caracterizo como um colega meu Brasileiro.
Isto é um perfeito exemplo, a maioria das pessoas (julgo eu) estaria
intrigado o porquê de eu o ter nomeado ele como Brasileiro.
Eu o fiz porque queria dizer que, em primeiro lugar, era um colega meu,
pois estava na sala a interagir, ele lá estava e expliquei a nacionalidade do
bom rapaz.
Não há nada naquele comentário que o critica, mas aceita a "verdade" que é
a sua nacionalidade.
Embora mencionar a sua nacionalidade é, sem dúvida, desnecessário neste
diálogo.
Quem interpreta isto como ofensa está puramente a assumir e a assumir
como fosse uma conclusão certa, ou seja, uma certeza, julgo eu, é claro (Lê-
se aqui uma pitada de hipocrisia quando fala-se de assumir pois eu aqui
também assumo).
Aqui também digo que, mesmo sendo fora de tópico, lanço o argumento
que, como foi puramente assumido por assunção, foste emocionalmente
ofendido porque QUERIAS.
Eu próprio também sou afetado emocionalmente, é difícil de controlar
admito, mas quando este é puramente assumido invés de diretamente
explicado (Uma coisa é eu dizer que hoje em dia, há muitos gays, o que
leva a assumir certas opiniões polémicas. Outra coisa é eu dizer que
homossexualidade=mau, o que ai, é um caso diferente, sendo assim
compreendido o porquê do descontrole emocional de alguns) está-se a
considerar certezas, o que é constrangedor em debates.
Em debates não sofistas, procura-se uma conclusão, algo próximo a uma
certeza ou a certezas, se procura-se uma resposta, o uso de falácias, críticas
assunções e mentiras levam o com mente a divergir do tópico.
2ª PARTE
Uma das frases que mais farto de comentar é: "Quase nunca tenhas certezas,
considera possibilidades". Esse é o porquê de eu usar tanto os parênteses
em palavras que meçam algo, pois podem ser relativas ou variando de
certezas segundo outras mentalidades ou conclusões.
Segundo a minha conclusão há uns capítulos atrás eu disse que "Se não se
tem esta ideia/prioridade como base, tem de se considerar múltiplas
certezas." o que agora considero "correto", porém confuso.
Digamos, eu tenho uma bola na mão e eu a solto.
Tem-se a certeza que esta vai cair ao chão?
Não, haverá, mesmo que mínima, a possibilidade de eu apanhar a bola antes
que caia no chão, também há a possiblidade de esta ser levada pelo vento
devido ao seu peso e também há de considerar-se a hipótese da bola cair
numa peça que não seja definida como chão, seja um brinquedo, um animal
ou até mobília. Existem, provavelmente, múltiplas possibilidades sobre o
que pode acontecer mas, e a possibilidade de a bola em si cair?
Independentemente se cai até o chão ou não, desde que tenha-se a certeza
natural da gravidade. Se tem-se a certeza que há gravidade que força a bola
a cair e que esta(a bola) é solta da mão do que a segura, sabe-se, com toda a
certeza que esta irá, sem dúvida, cair não é?
Suponho que sim, não tenho como refutar.
Isto é uma questão que a mim coloco e não consigo refutar nem descobrir
uma resposta além do sim, o que também provoca confusões no meu
raciocínio sobre certezas e possibilidades. Então, aqui concluo, após
reorganizar a minha confusa mente, que, há certezas...
se estas forem baseadas em certezas.
Talvez não podemos negar que ao admitir certezas, está-se a admitir uma
lógica na realidade e que, tem-se a possibilidade de acidentalmente admitir
que está-se preso no pensamento e percepção do natural... o que não é
completamente mentira.
Relembro que, a percepção do real é questionada, aparentemente
incompreensível e inalcançável.
3ª PARTE
Quando o individuo, que comigo debate, refusa a ouvir o que digo, acusa-
me de ser falso(Mesmo que, já em principio, tem-se a certeza que sou
sincero), acusa-me de ser teimoso(por continuar a refutar) e acusa-me do
que que esteja a fazer é inútil, burro ou idiótico, o individuo talvez deseja
ser ignorante pois o seu orgulho não permite argumentos além do seu
raciocínio e certezas ou o seu emocional o limita a ouvir e a considerar ou
porque está preso numa mentalidade, numa percepção da sua vida.
Levemos o meu Pai como exemplo:
O meu Pai argumenta que o meu estudo em Latim é inútil e que trará nada
de bom, sendo assim, idiótico aprender tal língua pois esta está, no seu uso
comum, morta.
Eu nego que seja completamente inútil mas também não digo que é mais
favorável em todos os aspetos. O que a mim faz confusão é que ele procure
uma mentalidade que favoreça e prospere a minha vida no sentido
financeiro e social. Eu, no entanto, reconheço que necessito educação para
o meu futuro, foi por isso que segui técnico de multimédia invés de
humanidades mas também tenho a minha própria mentalidade, a que
favorece o meu próprio devido ao meu interesse de saber certos assuntos
que, nem sempre são favoráveis para a minha posição numa sociedade que,
como todos os tempos no tempo, requere e demanda habilidades invés da
busca para de quase todo o saber (Ou o seu máximo).
Eu vejo a mentalidade do meu Pai, reconheço que necessito de capacidades
para sobreviver na sociedade.
Eu vejo, a minha mentalidade, considero como bom o meu interesse por
saber, e portando, como resultado, procuro saber.
Mas, por contrário, o meu Pai não considera a minha mentalidade. O mundo
parece muito certo (este provavelmente não o é) se não considera-se a
sinceridade dos outros.
O meu Pai não considera a minha opinião pois esta não encaixa na sua
mentalidade, pois tudo que está fora do seu raciocínio e mentalidade é banal
(baseado nos altos números comentários do meu Pai)
Capítulo X - Democracia
Porque não sou democrático? Precedido pelo tópico da normalização do
sufrágio com sofismo devido à percepção moderna criada.
A democracia, além de ser um sistema dos cidadãos, para os cidadãos. É
apresentada como o "comum bom", o ideal ideal que promove a igualdade,
os direitos e os deveres, o respeito entre ideais e que condena a prática de
ofensa.
Primeiro, em que boa mente reconhece o indivíduo, que a opinião geral e o
público, desinteressado no saber ou patriotismo, na identidade coletiva ou
nacional, sem capacidades ...
(Nota de 21/10/2025: Eu parei de escrever este capítulo a partir daqui e
saltei para o seguinte. Hoje sou a favor duma democracia, porém, ainda
acredito que a opinião da maioria possa não dar uma justa representação das
minorias. Também tornei-me desinteressado no patriotismo. Cada um que
siga o que quiser; ninguém deve ser forçado a crer em crenças nacionalistas
ou patrióticas.)
Capítulo XI - O que sou?
Tomando a certeza e assunção que tudo que há de real é físico; eu sou,
então, físico.
Isto, é claro, se eu for o incorporado do meu corpo do qual julgo ser.
O que pode contra-argumentar isto é a teoria da alma.
A teoria da alma constitui-se da existência de algo além do real (além do
físico)
(Nota de 21/10/2025: Não voltei a tocar o texto a partir daqui. A última
modificação nesta parte do texto foi no 18/02 de, assumo, 2024)
Pumbas, acabou.
Que maçada isto foi! Não foi?
Parte 2 - 1 - Procuro despedidas.
Tento, sem saber se funcionará,
desconhecendo o que será,
na esperança dum texto que me conforme.
Já que tenho de ser Homem
e enfrentar o mundo e a sua ordem,
lanço opiniões (talvez).
Foram quase 3 anos de emboscadas,
projetos, discussões, risos,
paixões e finais precisos.
E tomaremos caminhos cruzados.
Adivinhem quem vocês são
e adivinhem o que serão.
É de se esperar que faça eu o mesmo.
Primeiro.
És das pessoas mais pra razão e lógica que eu sei.
Embora sinta que não fosse sempre o caso,
não tenho a memória nem vontade de o provar.
Gostei de ti.
Eu odiei-te.
Passou.
Mas ao voltar, pro meu mal,
Semeei de novo, em mim, algo.
Mas esqueço o presente,
fecho os olhos e deixo-te.
Mais um.
Respeito-te, e o procuro.
Foste quem m'ensinou a procurar.
Faço isso agora, embora
em anterior hora
não o fizesse.
Arrependo-me, mas creio que sou outro.
Divertimo-nos, foi fixe.
Próximo.
Tu aceitaste-me.
Embora agora nada
seja e tu nada
saibas. Lá tu 'tás.
Fico feliz e grato
pela tua presença
e essa procura pelo mesmo.
Embora o teu desejo
de manter o batel sobre água
seja d'aquecer o coração,
prefiro atracar e começar
de novo.
Seguinte.
Tu és bué insano meu.
E é fixe ter me dado contigo.
Foste a última amizade que já fiz.
Para os outros vocês.
Espero-vos o melhor.
Tenho pena dos que vos aturaram.
Agora terei a tranquilidade do reset que tanto sonho.
Beijinhos aos que me apoiaram. Os anos teriam sido muito mais cegos se
não fosse pela nossa dedicação pelos nossos projetos.
Planeio publicar isto quase no fim do ano. Tenho medo de arrepender-me,
mas, não sei porquê, sinto que é uma obrigação minha. Uma escolha minha,
mesmo se parva e aleatória, mesmo se ninguém tenha perguntado.
12/11/2025 17:49
Parte 2 - 2 - Meditação, reset ou
nova vida.
Sonho uma colina,
que após subida,
sou cumprimentado por amigos.
Amigos que me saibam,
conheçam-me duma ponta à outra.
Sem conflitos ou definições.
Tomando tudo de nós antes sabido, sem constrangimentos sociais.
Talvez amigos pensadores,
que ponderam como os atenienses que sonho.
Gente que considera e assim vive,
entrelaçando os cabelos, sentados na grama,
meditando longe deste século.
Estou simplesmente cansado,
farto, confuso, zangado,
nostálgico, sozinho e perdido.
E sinto que preciso o branco, um vazio.
Um vazio que me liberte
do todo ou nada (não sei qual)
que corre ao meu torno.
Pausa o tempo.
Pausa o lixo.
Pausa o horário.
Pausa o vício.
E deixa-me na grama
sem o problema do por vir.
E se tiver mesmo de partir,
já me deito pra ser mais depressa,
querendo tomar uma nova rota,
guiado por um esclarecedor Daemon.
16/11/2025 0:15
Parte 2 - 3 - O Fantasma estava
perdido.
Tu podes e vais mudar.
Pro melhor ou pro pior,
Isso depende do que achares.
E o caminho é sempre ao rumo,
ao rumo do desconhecido.
E o que não sabes é confuso,
muitos "talvez" ou "não sei".
Mas tens que perceber o bom,
o que importa.
O que é que te importa?
No que é que sonhas?
O que é que gostas, ou amas?
O que é que tu queres?
Até é, talvez, difícil de achar a resposta
para estes propósitos, tanto como
é difícil ver de dentro dum nevoeiro.
Mas há um tanto que possas ver,
tem que haver.
A tua vida não será clara,
nem limpa, nem sonho e nem perfeição.
Mas tu, mais um, Oh Fantasma,
deves saber onde situas, onde pisas,
e daí deves pôr-te de pé e enfrentar o mundo,
sabendo, no mínimo, quem tu és.
23/11/2025 22:43
Parte 2 - 4 - Noite de céu estrelado
ou dia de nuvens com o céu azul.
Há muita coisa, muita ansiedade.
Tanto estresse em manter tanta vida.
E eu percebo, ou procuro perceber.
Mas qual foi a última vez
em que te preocupaste
com outros se não prazos?
É que eu (peço ser exemplo que se diga),
pessoalmente, tenho os cortinados fechados
e quando tenho a chance de ver o céu
é quando não devo.
E eu quero ver o céu.
O céu é sempre uma bela pintura,
um novo padrão impresso em que possa meditar.
Vamos parar, todos, sozinhos por nós;
sós por nós, ao som da música
e à... sei lá, bebida que gostamos de consumir.
Que boa vibe,
refrescante.
23/11/2025 22:58
Parte 2 - 5 - Outros
Embora hás vezes queira
hás vezes quero nada.
Contradizem-me vontades
e isto é um dos que me causam.
E isto aplica-se comigo.
Comigo contigo. Eu e o amigo.
Sinto-me desencaixado, ou sem
vontade de criar algo que nem
sinto.
Antes queria ser vendo.
Agora quero ser cego,
porque já não suporto alguns de vós.
Chega. Desobrigado, vou-me sozinho.
Parece solidão,
mas pareço-me feliz, acho eu.
...
Mas não me sinto assim pra todos.
Alguns deixo-me ver sendo.
Mas é isso uma amizade que valha?
26/11/2025 10:25
Parte 2 - 6 - No Parque.
A relva ainda se sente gelada,
coberta por cristais que me refletem luz
à vista. E os meus olhos cruzam-se
aos olhares que da janela passam-me
um "porquê" que acordo tão cedo.
Mas a dor do gélido e a solidão
não são da minha questão.
Porque seriam? Se há bens de conforto
que me mantém acordado e sano,
sano de crises e de misérias?
É o tipo de reflexão que preciso,
a medicação que tomo.
É a minha medicação, ato da sensação
do quadro que me rodeia.
Serenidade é quem canta
suavemente ao meu ouvido.
Enquanto não sinta, carente, o calor desejado,
sinto a dor do briol que me rodeia; mas mesmo assim,
sinto-lhe ignorado e sinto-me
só mais um aqui.
Sem problema algum com isso.
E atrevo-me a dizer que sinto bem.
E atrevo-me a dizer que não sei porquê.
28/11/2025 8:54
Parte 2 - 7 - Fazem-me mudar
d'ideias (?)
Mas que merda é que eu como?
Mas que merda eu caguei pela boca?
Mas merda eu como?
Mas merda eu cago pela boca?
Vejo-me indeciso, novamente.
Querido diário, recordo-me que tenho bons amigos.
Amigos que se provam queridos para mim.
Amigos melhores do que os que mereço.
Oh ouvinte papel, queria livrar-me de tudo,
ver-me mais adulto e como novo.
E agora não sei o que fazer
porque o convívio apetece-me conviver.
17/12/2025 10:28
Parte 3 - 1 - Na noite que nos cobre
O sol pode não ter nascido
e nem somos nós quem decide os dias e as noites.
Mas na noite que nos cobre,
vejo-me em ruas vazias
e lá meto me no meio
e sinto que posso finalmente respirar.
E foi naquele momento que, esperançoso pelo a seguir,
senti verdadeiramente feliz por estar vivo.
Na noite que nos cobre - 6/12/2025 00:45
Parte 3 - 2 - Delíria
Num estado quieto de mania,
observo delirado p'ra perspetiva.
Fico aos detalhes viciado,
desfrutando a realidade prestativa.
Embora não tenha bem prestado,
foda-se, a vontade p'ra delir queria:
Delíria.
Delíria - 21/1/2026
Parte 3 - 3
No one can save me
I am a mess.
They can't help me, there is no one but me
There are no doctors.
Because I am my problem
and I am my own solution.
But if the only road is blocked
how do I move forward without
looking up?
For the ones I hate?
It's my fault
It's my own fault for doing too much
It's my fault
I can't do it
I will die
without a finished work.
And it will not matter.
And here I am.
1/2/2026 23:43
Parte 3 - 4 - Algo nada, não sei.
Já deitado na minha cama,
nesse conforto, deparo o quieto.
Deparo o meu silêncio que aguarda o sono
e a ansiedade de um novo dia.
E, meditando, de cabeça cheia,
sinto várias e várias.
Sinto muitas ou pouco, ou nada.
Talvez sensação, talvez emoções, ou mixed feelings,
talvez ideias, talvez pensamentos, talvez ou coisa
e é nada ao mesmo tempo.
Eu não sei.
E agora que ponho-me de lado,
aqui anoto. Acho que concentro-me
e sinto nada. Passou.
Algo nada, não sei. – 12/02/2026 22:51
Parte 3 - 5 - Memórias nº2
E volto a escrever. Não sei bem porquê. Não sei se não é porque quero fazer
algo, ou tentar algo novo, ou tentar algo melhor. O quer que seja, faz-me
aqui a escrever. É forçar-me ao texto? Sim. Nem agora com duas ou três
frases escritas tenho uma voz feita. Sinto puro, silêncio, há nada. Acho que
compreendo o porquê (a voz voltou, tenho algo): quero uma terapia própria;
quero afastar-me das redes sociais que mantém-nos preso, pelo controle e o
dinheiro. Acho que isto e mais um discreto e dormente meltdown (não
existe coisa coisa como um meltdown dormente, tive meltdown nenhum)
meu, provocado pela ansiedade da PAP em que me submeti, meltdown
recente, provocou-me agora a achar uma alternativa. Uma pausa do
consumo vicante em que temos em troca de um silêncio terapêutico. E, sem
querer ser esse tipo de pessoa, ouço o som da caneta que tenho sobre o
papel, usando um dossiê como "mesa" (apoio) (juro que é confortável), e
sinto que este momento traz-me um bom efeito.
Mas isso é obvia mentira. A natural reação à falta da dependência
adormecida é o acordar de um corpo desconfortávelmente agonizado.
Mas verdade seja dita, não posso negar, no espaço de um ano, aprendi a
amar verdadeiramente a Internet e li guias sobre como ser. Nisto, aprendi a
seguir um caminho independente de companias que consistentemente não
querem saber do consumidor porque: "Hmmm... capitalismo..." - eles
comem na mesma, tem que comer d'alguma forma.
A sério, depois de muita pesquisa, comecei com um novo browser, depois
foi o motor de busca, a seguir, o correio eletrónico, e um a um, pouco a
pouco, fui saltando para as plataformas das comunidades (Fóruns/Reddit),
passei pra música offline (com memória micro SD + interna, no total já uso
70/80 – ish gigabytes de memória), passei para Kde Debian Trixie Linux e
passei a abandonar plataformas como o instagram e youtube shorts.
Isto tudo é muito bonito e tal, sou um bom e moral vegan (como já são os
vegans em primeiro lugar) mas há coisas que faltam no meu estilo de vida.
Às vezes, nem se trata de "faltar", trata-se de lá "estar", e de que deve-se
reparar. Agora, não vou estar a elaborar no porquê moral do ter que mudar o
estilo meu; é decisão minha, é o que quero, e assim farei, ponto. Agora ao
escrever noto a possível associação das duas coisas: O fartar-me da
incoveniência da moderna e popular "Internet", trocando pela decente e
conveniente verdadeira Internet com o notar o meu quieto (quieto porque
não penso) declínio e procurar lutar por o melhorar, não foi há muito; um
mês ou dois, mas as coisas que, depois de preencher a minha cabeça em
tarefas, desapareceram da vista enquanto afogava-me no projeto que já há
tanto que me mentalizei, mergulhando. E isolando-me de tudo, tornando-me
mais ao limite. Eu tenho 17 anos. Isto vai parar quando genuinamente tiver
uma responsabilidade?
Uns dias atrás, transcrevi uns poemas meus a digital, eram três. Não me
lembro sobre o que eram mas recordo-me de serem mais pesados. No
escrever desta frase, relembrei-me de um dos meus recentes meltdowns e
dos dias das minhas aulas de outros momentos onde tenho o que chamei de
"Delíria"; esses eram dois dos três. O último não me recordo.
O que estava à procura de fazer para o meu melhorar era ler. É a melhor
pausa senão a excecional meditação. Embora eu tenho a lembrança de
sempre me viciar/colar-me nos livros tal como agora no ecrã. Embora
também tenho o conflito de ter que reler tudo o que leio porque não sei o
que leio. Não sei o que escrevo (quando transcrevo, por exemplo, textos que
sou obrigado a transcrever) e não sei o que falo (em casos onde falo por
muito, pensando num tópico divergente (creio que isto seja normal). Claro
que o que aqui escrevo é "pensado" primeiro. Não sei se é pensado. Hás
vezes é, outras não, mas é decerto escrito com uma mais clara e mais
distinta intenção. Queria ler Fiodor Dostoiévski ou qualquer livro grego
como os que li da vida de Sócrates, mas os únicos livros não políticos (não
procuro mais os políticos) são um de George Orwell e "The House Of The
Dead" de Fiodor Dostoiévski, ambos os livros em Inglês. Não que haja
problema com o Inglês mas já está presente 70% da minha vida, seria
conveniente manter mais o meu vocabulário Português. Embora escrever
possa ajudar, até um certo ponto, ponto que provavelmente já atingi, fico
preso no mesmo vocabulário, nas mesmas palavras, estruturas, termos e
conhecimentos. Ai não há desenvolvimento, talvez manutenção e decerto
inclusão, confinamento.
Outra coisa é que escrevo acima: À livre. Sem estrutura ou mapeamento.
Como é que é
suposto eu escrever, seguindo a minha mente, senão assim. Recordo que em
pessoa eu sou igualmente confuso no falar, só que mais gago e menos
palavras "caras" ou analíticas.
Memórias nº2 - 23/02/2026 0:18
Parte - 3 - 6 - Memórias nº3
Últimamente (estes últimos dois meses), tenho estado a analisar fatores da
minha vida e associar umas às outras. É tanto estranho, tanto curioso e é
tanto interessante como engraçado achar as possíveis razões de alguns
comportamentos meus. Vem-me poucos cados agora à cabeça, aos poucos
digo. As primeiras pingas são o como certas coisas que forçaram-me a
aprender tiveram a consequeência que a gente geralmente associa à
influência regular (assimilação) ou ao conflito oposto. Quero dizer como o
forçaram-me à música folclórica fez-me não querer participar nela de todo.
Como a pressão inicial no desporto fez-me abandonar o Hóquei Patins –
além de estresse mental, solidão e 1 hora e meia de transportes públicos em
horas demaisado tardes, demasiado distantes. Como a minha atração
romântica e sexual levou-me a amar o teatro, cinema, escrita e artes em
geral. Como o cansaço, meus pensamentos e amizades meio lixadas entre
meio, mesmo já resolvidos, fazem-me querer acabar tudo e recomeçar de
novo constantemente. Como o meu gosto por história foi por mim
idolatrizado, desenvolvendo-a por uma estúpida, confusa e infantil crença
na minha própria definição de "nacionalismo". Como o meu útlimo ano de
matemática fez-me tão mal que até agora tenho dificuldade fazer simples
cálculos simples cálculos de somar ou subtrair, ainda mais multiplicar ou
dividir (embora em divisão sempre tive confusão ao conceptualizar). Como
escrever e !\\\\pensar////! Levou-me à minha própria crise que,
curiosamente, foi no mesmo mês em que comecei a trabalhar em "Morais
de Ser" – uma curta metragem minha em que trabalhei. Foi em janeiro,
condicionalmente? Noto também que é provável que as minhas questãos do
real só pioraram quando introduzi-me ao pior gore; por volta de Fevereiro,
acho eu. Como a música que ouvia, como a quinta sinfonia de Beethoven a
base inicial (em que depois desenvolvi e fui para outras áreas) musical
minha. Até gostos, fetiches e fantasias remontam para um início mais
básico e simples, em que aos poucos desenvolvi.
É preciso análise: eu nunca vou ter, é claro, escrever isto não vai tornar
nada nublado, nunca terei o céu limpo.
Embora eu acredite que se possa organizar ideias escrevendo. Não duvido
isso, aliás, aposto que já escrevi afirmando que esse efeito em mim
aconteça. Isto provavelmente varia de tempo em tempo, então não sei. E
agora sinto nada, sei lá.
Algo à parte, porque é que tenho uma constante vontade de fazer coisas
com pessoas, mas no entanto faço nada e, a mais, distancio-me. Isto
pertuba-me embora tudo pareça-me natural e justo.
As vontades são problemas meus da carne – se sabem do que falo – e são
coisas que existem na adolescência. Só espero que isto não desenvolva
problemas quando for adulto. Felizmente faço nada, não vou estar a abordar
as pessoas que no fim ao cabo têm nada haver com a minha condição: não
estão de acordo, não concedendo ao meu desejo. Acho que não preciso
elaborar além disto, isto parece-me óbvio.
Felizmente (não é feliz mas é saudável... se calhar nem isso), eu afasto-me.
Ouçam-me, uma amizade em que faço-me sofrer por minha causa sobre os
outros ou onde faço sofrer os meus amigos desta maneira não constitui uma
amizade. Agora não vou estar a me chatear sobre quando uma amizade é ou
não é amizade variando nos fatores de sofrimento pois não procuro isso.
Nem estou interessado em explorar os limiares de amizades. Não que haja
problema em questionar isso. Não é que defenda magoar os outros, que
estúpido, só sinto que não preciso debater-me sobre algo que faz-me mal.
Eu, distancio-me de tanta, gente, faz-me calhar mal, parecendo um
desnorteado e um tóxico isolado. Desnorteado sou, felizmente não tanto
quanto antes, mas ainda sou. Já um tóxico que se isola, na minha cabeça
isso encaixa bem. Eu sei que a opinião pública sobre mim não é essa, mas
não são eles que sobreanalisam-me, eles sobre analisam-se a sí próprios.
Geralmente, vá lá, se focam noutros, não é obsessivamente numa pessoa,
tipo eu, espero eu.
Mas sim calha mal eu afastar-me. Mas as minhas amizades são falsas, sou
mau, falso fraco e agora não sinto a força, desejo nem vontade em ter algo.
Irónicamente, como fosse em direta ("como fosse" o quê, é mais "é" ou
"está") disputa com a minha carência e necessidade por um parceiro.
Jesus, preciso mesmo de me orientar. Bem orientação agora não há muita
mais do que a que faço. Tenho que terminar os projetos da escola; depois os
exames, depois a faculdade, durante isso a carta de condução e se calhar, se
não for trabalhar, ainda guardo um tempinho extra para fazer mais alguma
coisa. Só tenho que continuar como sempre fiz.
Mesmo que este último parágrafo tenha sido bonito e mostra pistoas para
achar um bom caminho (fico a desejar isso), sinto-me indiferente.
Igualmente perdido, triste, pertubado, carente, e, ao mesmo tempo com
todos os outros, cansado.
Memórias nº3 - 24/02/2026 23:28
Parte - 3 - 7 - Mísseis
Os céus de cometas
são bênção pros de baixo
que deparam-se p'ro fim.
Quando do céu chove
pelo bom ato de poucos
para o bom efeito de todos.
Quando inocentes pagam
pelos crimes de cabeças
que nomeiam-se novos irmãos.
Pagamos pelsas decisões dos a salvo.
É um sacrifício que concedem fazer.
Debaixo dos destroços, mutilado
debaixo da coberta, de pijama.
Gradualmente vamos dormir
enquanto Deus nos salvaguarda.
Mísseis - 2/03/2026 12:10
Parte 3 - 8 - Memórias nº4
Mas tipo, honestamente, a solução dos nossos problemas é: um balázio no
Putim, um no Trump, um no Netanyahu e Khemanai. Preender os corruptos
da U.E. e os sobre-glorificados da administração Ucraniana.
Genuinamente, a morte de 100 crianças é justificada? Pelo futuro do
mundo, pessoas em Gaza tem que ser feridas? Ver estes líderes no poder,
a defender conceitos abstratos que provam que não consideram devido à
obsessão maníaca ou por malícia, a fazerem as coisas que fazem pelo que
fazem, ignorando e depreciando a voz do povo (a vontade nacionalista e
patriota que tanto defendem estes políticos de forma adorativa) fazem-se ser
um completo radical.
Porque o peso das vossas ações não pesam, só sufocam as pessoas que
querem viver uma vida que valha, felizes. Se toda gente sabe isto, então
onde estão as guilhotinas?
E não, e não é com ordem justa que a gente julga injustos. Os injustos
possuem a ordem justa. Olho por olho, dente por dente.
Memórias nº4 - 2/03/2026 12:22
Parte 3 - 9 - Memórias nº5
Desde setembro de 2025 que tenho preso na minha cabeça a vontade de
acabar uma série de amizades. Julgava que no fim da escola poderia
esquecer todos – como geralmente acontece com muitos outros. Claro,
senti-me mais apaziguado ao ser confortado por melhores pessoas, que
influenciaram-me a associar alguns comportamentos meus, muitos sendo
bandeiras vermelhíssimas. Isto porque, segundo o que acredito, explicaram-
me os "quês" e os "porquês" – coisas que preciso já que o bebê não
consegue fazer a sua papinha porque - também, tivemos diversas conversas
onde analisávamos os outros, os nossos sentimentos e pensamentos. Claro
que estas bandeiras vermelhas que notei foram notadas por mim, sozinho.
O facto de querer parar de socializar, querer o auto-isolamento, parece
errado. Mas não consigo me convencer onde está e o que é errado, pelo
menos sozinho não.
Embora o apaziguamento fez-me poupar o quê? Três pessoas? E algumas
por um fio – não porque eles fizeram algo errado, oh claro que não; é
porque não tenho vontade de ser amigo. Eu sou uma merda.
Eu só comecei finalmente a calar as imagens de perfís caladas à meses no
fim de Janeiro/começo de Fevereiro deste ano (2026). Eles ao fazerem
nada, eu a fazer nada e eu querer ninguém senão poucos faz-me mal à
cabeça. Aparenta ser má conversa – esta minha irritação, senão silenciosa
agonia – mas se faz-me mal, como não haveria de procurar de me afastar de
tais malícias? Procurando felicidade e paz; essa procura, assim desta forma,
desta única forma possível, é negativa?
Ao calar muitas dessas vozes (algumas dessas vozes sendo de pessoas que
ainda falam amigávelmente comigo, sem sequer mencionar as minhas crises
online onde me isolei.
Se calhar o socializar online não é importante para muitos – o que é
compreensiível, pareço um maluco a falar sobre afastar-me de conceitos
abstratos num ecrã, indiferentemente de qualquer pessoa, de qual quero-me
livre.
De volta ao tópico que queria falar: bandeiras vermelhas.
Tenho medo, primeiramente, de que precise do apoio de outras pessoas para
tomar ação. Como não cresci sozinho em todos os aspetos, fiz-me
dependente a auxiliares, rejeitando qualquer autonomia. Embora tenha
algumas responsabilidades que, noto, muitos não têm, noto que todas as
situações onde é preciso responsabilidade – fora da decisão individual para
o prórprio ou fora de situações onde o indivíduo é obrigado a tarefas,
baseado num pretexto – é onde falho miserávelmente.
E embora não encaixe muito bem com o contexto acima, tenho medo que
conversas minhas com outros indivíduos foram o último passo para eu,
sozinho, tomar a decisão de paraer falar com muitos.
Tenho medo que a minha decisão procure atenção, talvez permissão,
validação e talvez motivação.
Não sei. Estou cansado, vou dormir.
Só tinha a necessidade de terminar de anotar, já que motivei-me a começar
a escrever isto.
Memórias nº5 - ??/02 ou 03/2026 ??:??
Parte 3 - 10 - Rascunhos
Rascunhos: Ideias ilesas de qualquer compreensão.
Aglomerados num fraco e apodrecido tronco,
desidratado e a pedir o abate.
Vontade é nenhuma. Percepção é nula.
A criação é procução e indecifrável de significado.
O desarrumado está em todo o lado,
tento o ter no canto do quarto
enquanto mato-me na cama.
Rascunhos - 13/03/2026 21:57
Parte 3 - 11 - Cocktail, sonhador de
paradas desajustadas.
Não são duas coisas separadas,
há fusão, há mistura.
Um cocktail, sonhador de paradas.
Desajustado, desviando p'ro que causa amargura.
Pelo menos a minha, felizmente.
Olho acima e noto que a superfície sufoca.
Olho acima para onde brilha.
Emerjo do mar à praia da ilha
e mordo o isco da pesca, sereia que me toca.
Eu sou a pala, eu sou o burro;
eu sou a carga, eu sou o que monta;
eu sou o isco; opiniões, vontades e razões
são todos do mesmo: o pacote que é a minha carne.
Eu sou o criminoso, eu sou o juiz.
Não sou o polícia mas condeno. Quero ordem.
Devo ordem.
Mas a traça atrai-se à luz.
E eu não sou mais mais senão uma porca traça.
Há algo que quero dizer depois desta,
só não sei o que é.
Tenho preso na língua um "odeio-me"
mas não está bem lá (bem no papel como quero, como percebo – nesse
sentido).
Cocktail, sonhador de paradas desajustadas. - 13/03/2026 23:30
Parte 3 - 12 - Que cara é a minha.
Quem és tu? Tu és tu.
Tu és o que consistes.
E o que consistes é o que foste?
Que cara é a minha
quando tudo que sou é a minha história,
minhas dúvidas, problemas, conquistas e esforços?
Agora,
que cara é a minha
quando tudo que foi não existe
pois o que antes foi, foi esquecido?
Corpos não mortos, sem remorços. Pereceu.
Nem houve.
É mudança
Que cara é a minha senão a pele, carne e os ossos
dos meus dentes. Pura estrutura, puro nome?
Sem um título escolhido.
Quem sou eu quando o Fantoche
é nada mais senão uma folha branca,
tecidos fofos e um altifalante que diz:
-"Sou o teu melhor amigo!".
Que cara é a minha. - 14/03/2026 23:47
Parte 3 - 13 - Memoráveis nº6
Havia uma altura pelo qual tinha o interesse de ir à relva no meu quintal.
Vivo num subúrbio. Era mais novo, não sei qual idade exatamente mas
recordo-me que nessa altura tinha que ir à escola; então, aposto que era oito.
Por alguma razão – vá se lá justificar a vontade de um puto – motivei-me
um dia a vasculhar o mar de trevos que brotava no quintal – foi a primeira
vez que achei um trevo de quatro folhas.
A partir dai, passei muitos dias debaixo do fervoroso sol a brincar.
Vaculhava os trevos enquanto os outros queriam arrancar – sendo ervas
daninhas e tal – e isto por horas! De tal forma até que achasse o que queria.
Supreendentemente para todos, eu sucedia quase sempre.
Eu provavelmente tenho isto melhor documentado no meu antigo diário,
basear-me na minha memória quando já não se prova fidedigna leva-me
sempre à incerteza, mas tenho a ideia que guardei por volta/achei por volta
15 trevos de quatro folhas diferentes.
Eu bem recordo de uma situação onde meti-me uns 5 metros distante do
relvado, olhei para um ponto, fixamente, de forma aleatória, para o "treval"
e fui ter-me a esse lugar em que mirava de forma, em essencial, cega, à
lotaria. E não foi que achei o que procurava nesse precuso lugar? Pois foi.
Também tive um dia em que achei um de 5 folhas. Para variar, achei uma
raridade que muitos atém nem conhecem. Claro que não tenho uma grande
prova senão textozitos infantís e a memória em vão.
Eu geralmente arrancava-os mas depois evitei mais isso quando notei que
elas morriam sem o cuidado devido. Ou seja, elas secavam ou murchavam.
Então, para saber onde os trevos estavam, passei a marcar os sítios com
galhos que achava – era como fossem marcadores de livros.
Já nessa altura eu era altamente materialista; haveria de pagar por isso
muitos anos mais tarde.
Infelizmente, eu perdi o galho que marcava o trevo e embora soubesse a sua
remota localização, sempre falhei reencontrar o glorioso trevo cinco.
É um trevo.
Eu acho que mais tarde fiquei doente – nada demais. Mas mesmo assim,
depois disso, nunca voltei a achar nem mais senão um trevo.
E desde hoje não os procuro, nem anseio procurar. Embora (agora noto o
quanto escrevo "embora") os trevos não persistem, tenho os seus
substitutos.
Que tóxico.
Nem sei porque é que digo isto ("tóxico"). Tenho medo que a procura e o
preservar sejam problemas. Mas são?
Mas, ao mesmo tempo, o não procurar e destruir (ou acabar) parece ser
tanto tóxico. É igual? Que estranho?
Eu também tinha outras manias: Em certas alturas do ano (acho que não era
no Inverno), as formigas costumavam reaparecer, emergendo das suas
colónias e invadindo as nossas.
Já foi-me dito, acho que mais tarde, que chatear elas só as forçam a causar
mais caos nos interiores das casas; mas antes disso, eu pegava em vinagre,
detergente e água, misturava numa pequena garrafa de spray e cobria as
formigas, nas suas vidas, nesse veneno, Eu as vias a morrer e procedia a
matar mais.
Talvez qualquer um pode não levar isto a sério, então façamos a formiga a
pessoa que mais amas e que sempre trabalhou da forma que podia para
sobreviver. Vida é vida, se é consciente é o mesmo que o nosso. Terminar
algo assim sem justa razão não é... bem, justo... A não ser que acabar com a
vida de um pequeno ser, com lúcida racionalidade de matar, por
entreternimento seja justo.
Era a minha guerra com as formigas: o pertubar o florescimento de várias
colónias.
Embora acontecera só uma ou duas vezes, havia alturas em que agarrava
numa cadeira, trazia à rua e sentava, ficando especado para um único gato a
fazer absolutamentte nada (eu e o gato fazíamos nada).
Lá passavam vários miaus: A Miona (Loira), a segunda Miona (típica
cinzenta e branca de rua), o filho da preta (completamente negro, gordo),
etc...
Tenho que dizer que o meu animal favorito é o Gato, específicamente os
pretos de olhos amarelos. Adoro-os; tanto da personalidade de alguns até o
seu destacado e quase crítico aspeto.
Digo - a forma pelo qual muitos olham para mim, chamam-me a atenção,
capturam-me – daí o seu aspeto "crítico". O gato é, muitas vezes, um animal
quieto, honesto e, adiciono por mim, fascinante. E exato, só quando
consegue; senão, corre com o rabo entres as pernas.
Passei muitas dessas tardes sozinho. Jogava à bola sozinho, chutando a bola
pesada de futebol (era o dobro do tamanho de uma regular, por sei lá que
razão) que havia, logo para o enorme portão da casa (não é tão barulhento
como imagina, é mais). Mais tarde, muito mais tarde, por volta dos meus 13
anos de idade, acho eu, comecei a patinar – e sim, nessa altura também
brincava sozinho.
O meu primeiro amigo foi no terceiro ano de escolaridade. Ou seja, esnino
básico. Esse rapaz foi o meu melhor amigo até o fim do quarto. Falho em
saber o que é que a gente tinha em comum, mas a gente dava-se bem então
o que é que mais importa? Também não levava isso muito a sério, já que o
meu dia à dia, era um intervalo de três horas onde picava por aí, a perguntar
a crianças que não conhecia:
- Posso brincar contigo/convosco?
Havia sims e nãos.
Mas eu lembro-me de existentes grupos de amigos: duas miúdas geniais, os
típicos três ou quatro que jogavam muito à bola, dois que gostavam de
legos, outros restos (mais eu incluído, que sabia nada e era nada, muito
novo).
No início do primeiro ano, não sei porque razão, era perseguido por um trio:
um rapaz rufia, uma miúda rufia rapaz-maria e um mais para quieto que
estava lá sempre, seguindo-lhes, a ver.
Esses três, os problemáticos, sendo os rufias, perseguiam-me e batiam-me.
Não sei quanto ou como, com a exceção de ter o conhecimento do facto de
terem-me estrangulado três vezes. Acho que o assunto chegou a ir a
tribunal, não sei se algo mais aconteceu, não tinha a idade para saber e não
tenho a necessidade de saber hoje.
Ainda lembro-me da primeira vez.
Sei que dois desse grupo chumbaram por más notas (a rapariga e o quieto),
bem certo no segundo ano.
Sabem o que é que é pior? Eu criei amizade com o que me estrangulava,
meses depois. Não sei porquê, tinha consistência de dar-me bem com os que
me faziam mal se eles abordassem-me de forma amigável, ou se eles
abordassem-me de qualquer outra forma. Isto não se mantêve, ou pelo
menos já não acontece. Não posso provar se isso mantêve-se se não há
chance de voltar a acontecer. Não sei se sou tão tolerável sobre isso ou não.
E não fui à creche. Na altura não era obrigatório nem possível. Não havia
vagas ou gente que me quisesse, acho eu. Sei lá.
Isso, mais o meu problema de atenção e hiperatividade, mais a dificuldade
de pronunciar as palavras corretamente, levaram-me a quatro e mais anos a
ser chamado de "brasileiro".
Quandos todos fazem isso parecer uma coisa má invés de indiferente,
diretamente associando-a mim, isso tornou-se, para mim, uma coisa
obviamente má.
E por alguma razão, os meus suportes emocionais, que nunca estiveram lá
por mim de forma psicologicamente positiva, na altura do meu crescimento
onde estou a ser moldado, contaram que a culpa era minha.
Para uma criança no básico, relembro, que não percebe coisas que os
adultos devem saber.
Se não são capazes se serem ótimos adultos, não tenham filhos, senão não
terão ótimos filhos. E não descarreguem a culpa para as vossas vítimas,
tivessem ou não tivessem a intenção de serem irresponsáveis.
Todos passarem por isto não significa coisa boa ou aceitável.
Também fui pressionado a melhorar a minha caligrafia porque era má.
Enquanto em comparação não estava muito diferente porque TINHA
FUCKING SEIS ANOS DE IDADE. O QUE IA ESCREVER? UM
MURAL DE TINTA RENASCENTISTA PARA VOCÊS?? E detestei ter
que fazer exercícios que nunca trouxeram desenvolvimento positivo algum
e só ódio, miséria, desrespeito e tristeza... além de pena.
Ao forçarem-me a escrever e muitas outras coisas fizeram-me, por
contrário, repulsar-me delas.
Agora que escrevo porque ganhei a paixão do criar. O escrever
praticamente veio do teatro e nunca procurei melhorar a minha caligrafia
nem voltar às práticas enforçadas da forma que eles queriam.
Vou dormir.
Memoráveis nº6 - 15/03/2026 01:18